Crescimento Econômico Nordestino

Para entendermos o crescimento econômico da região nordeste, precisamos analisar os setores onde houveram investimento de capital e quais deles tem um papel predominante:

Os investimentos realizados na região Nordeste são favorecidos pela atuação de bancos públicos, em especial do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Banco do Nordeste (BNB).
Os desembolsos dessas instituições contribuem para o dinamismo dos investimentos e diversificação da estrutura da indústria local.
Os investimentos apresentavam taxa média anual de crescimento de 19,5% no período 2004/2008, passando para 132% em 2009.
Na Bahia, a maior parte dos desembolsos realizados pelo BNDES no período 2004/2008 foi destinada à indústria, uma média, 1,27% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, com ênfase nos recursos destinados aos segmentos de papel e celulose, 56%, e químico, 20%, esse último com participação relevante na economia local em função do pólo petroquímico de Camaçari.
No mesmo período, os recursos destinados à infra-estrutura equivaleram, em média, a 0,98% do PIB, com destaque para os setores eletricidade, 49%, e serviços de transporte terrestre, 42%.
Em Pernambuco, os recursos destinados à infra-estrutura totalizaram, em média, 0,85% do PIB no período 2004/2008, com ênfase nas participações dos segmentos serviços de transporte terrestre, 50%, e eletricidade, 28%. Os investimentos destinados à indústria representaram 0,59% do PIB do estado, dos quais 30%, igualmente, direcionados aos setores equipamentos de transporte e químico, no qual se destaca a cadeia de resina politereftalato de etileno (PET).
No Ceará, representaram, em média, 1,14% do PIB estadual no período 2004/2008. Sendo 61% destinados
à infra-estrutura, nos setores de serviços de transporte terrestre e eletricidade, e 32% à indústria, sobressaindo os direcionamentos aos setores calçados, 43%, e alimentação e bebidas, 34%. Em 2009, os financiamentos do BNDES no estado alcançaram 3,16% do PIB, dos quais 81% direcionados à infra-estrutura, com destaque nos desembolsos ao setor de eletricidade, impulsionados por empréstimos para a construção de usinas termelétricas, e 16% à administração pública.
Para os próximos anos estão previstos investimentos associados a projetos de grande porte em vários estados, dentre os quais duas refinarias, uma no Maranhão e outra no Ceará, uma siderúrgica, a ferrovia Transnordestina e a consolidação de um polo naval em Pernambuco, devem consolidar ainda mais o desenvolvimento industrial da região.

Para saber mais clique aqui.

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